16 maio, 2017

Série: A Rainha Branca


The White Queen ( A Rainha Branca) é uma mini-série britânica de 10 episódios exibida pela BBC no Reino Unido e pela STARZ nos Estados Unidos da América. 




É baseada nas obras de Philippa Gregory sobre a Guerra das Rosas ou a Guerra dos Primos. Abrange a história narrada em A Rainha BrancaA Rainha Vermelha e A Filha do Conspirador. Está no ar uma sequência, passada pela Fox que irá narrar os acontecimentos de The White Princess, o próximo livro da saga.

À semelhança dos livros, centra-se nas personagens femininas das casas de Lancaster e York. que influenciaram o rumo da guerra pelo trono. As protagonistas são Elizabeth Woodville, Margaret Beaufort e Anne Neville.


Esta adaptação televisiva é bastante fiel às obras que lhe deram origem por isso, há algumas incongruências históricas. Afinal, não se trata de um retrato de uma época mas, de uma adaptação de um retrato romanceado do período da guerra civil inglesa.





Amanda Hale que dá vida a Margaret Beaufort é que é verdadeiramente surpreendente! 
Nos livros, Margaret é insuportável com o seu fanatismo religioso e a sua crença de que é enviada por Deus mas, aqui, Amanda sabe torná-la mais empática, enfatizando o seu amor pelo filho e a sua capacidade quase maluca de sacrifício por ele. Mesmo assim, há momentos em que me apetece lhe dar uns estalos por conta da sua homónima literária. 
Faye Marsay, a Anne Neville é a minha predileta das três. A sua transformação de menina a mulher é muito tocante. O seu caminho não é fácil e o modo como a atriz a molda consoante as circunstâncias é notável.





No entanto, a narrativa é atrativa e os episódios consistentes e equilibrados que impelem o espectador a seguir a mini-série até ao fim.

As atrizes que dão vida às personagens principais são competentes porém, Rebecca Ferguson que interpreta Elizabeth só me conquistou após alguns episódios. Culpo em parte o argumento porque ela demonstra uma frieza e uma altivez que não me lembro de ser tão marcada nos livros. A Elizabeth da série é das personagens cujo passado nublado pode causar confusão nos não-leitores. Quem leu os livros sabe que Jacquetta, a sua mãe tem poderes que não são comuns e que instruiu a filha nesses mistérios. Na adaptação televisiva, estes momentos surgem quase sem explicação. Só ao fim de algum tempo é que se começa a perceber o porquê das mulheres da sua casa terem uma ligação tão forte ao rio e à água.

No elenco secundário, os destaques são, sem dúvida, David Oakes com o seu maníaco George, Aneurin Barnard como Richard,  James Frain como Lord Warwick e Janet McTeer como Jacquetta. Todos trazem às personagens carisma e personalidade e concordando ou não com as suas ações, quando estão em cena, são memoráveis. Max Irons,o Edward IV parece, por vezes, deslocado do seu lugar. Primeiro ele devia ser mais velho que George, o que não aparenta e depois à medida que envelhece deixa de ser crível. Mas isto também é culpa da produção. A maquiagem e as próteses existem para isso. Alguns personagens parecem eternos e nem uma ruga têm com o passar dos anos. Então, o Edward gordo chega a ser hilariante. A barriga falsa parece uma gravidez.

No entanto, a narrativa é atrativa e os episódios consistentes e equilibrados que impelem o espectador a seguir a mini-série até ao fim.
Em suma, esta adaptação televisiva tem algumas falhas todavia, não deixa de ser um bom entretenimento.

Fonte: Devaneios da Jojo (blog Português)



Veja trailer legendado


3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Já acompanho Game of Thrones, acho que não tenho mais espaço na minha grade de série e livro.
    Mas é sempre bom ficar por dentro do que tá rolando por ai. Vai que...

    Amei essa "capa"

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  3. Ameei a capa tbm, acho que vai ser sucesso hein.. vou pesquisar mais sobre isso ;)

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:) :( ;) :D :-/ :P :-O X( :7 B-) :-S :(( :)) :| :-B ~X( L-) (:| =D7 @-) :-w 7:P \m/ :-q :-bd

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