11 abril, 2017

"13 reasons why": alvo de polêmica e questionamentos


Uma caixa de sapatos é enviada para Clay (Dylan Minnette) por Hannah (Katheriine Langford), sua amiga e paixão platônica secreta de escola. O jovem se surpreende ao ver o remetente, pois Hannah acabara de se suicidar. Dentro da caixa, há várias fitas cassete, onde a jovem lista os 13 motivos que a levaram a interromper sua vida - além de instruções para elas serem passadas entre os demais envolvidos.

Saiba toda a polêmica que essa série vem levantando e nossa opinião!


Hello, surtadinhos!
How are you?

Ontem terminei de assistir os 13 episódios de "13 reasons Why", a nova série do Netflix, que é baseada no livro "Os 13 Porquês", do autor Jay Asher, publicado pela Editora Ática.

Quando o livro saiu eu fiquei extremamente curiosa para ler. Psicologia é sempre uma área em que procuro me "antenar" e o bullying, agressão sexual e suicídio são temas sempre atuais. 

Alguns dizem: "sempre existiu bullying e eu sobrevivi." Bem, cada cabeça, uma sentença. Somos todos diferentes. O que eu posso sobreviver com certa desenvoltura, pode ser motivo de suicídio para outra pessoa e vice-versa.

Hoje li no jornal O Globo, a polêmica que essa série vem levantando: alguns acham que ela foi muito bem explorada pela série e nos leva á reflexão. Já outros acham que ela foi muito explícita (a cena do suicídio, dentre outras, são mostradas na íntegra) e pode incitar o suicídio.

O que você acha?

Vou colocar aqui minha opinião:


A série é mesmo bastante explícita e um tanto quanto "morosa". Eu quase desisti em quase todos os capítulos. Por outro lado, me "teletransportei" para a época da minha adolescência, para o 2º Grau e me vi no meio daquela turma. Como eu lidava com o bullying? Eu fazia bullying? Como eu tratava os rapazes e como eu era tratada por eles.

Percebi que quase desisti por achar a personagem principal muito dramática e sem ação. Hannah (a garota) vai guardando tudo o que vai acontecendo com ela e em determinado momento, explode. Eu não guardava muita coisa... não era barraqueira mas me lembro de ter ido à diretoria reclamar do tratamento master autoritário (ditatorial) do professor de Matemática Financeira.

Eu flertei com o professor de Processamento de Dados, que por sua vez, flertava de volta, comigo e com minha melhor amiga, mas nós levávamos tudo como uma grande brincadeira. O professor era casado e esse era nosso limite. Por outro lado, tive amigas que saíram com professores e foram taxadas de "galinha"... enfim: limites diferentes, comportamentos diferentes, resultados diferentes.

A série, pelos temas que aborda, é extremamente válida, sim! Talvez por já ter passado "anos-luz" da adolescência, ela tenha me irritado um pouco, bem como os comportamentos estereotipados de alguns (quase todos) personagens. Mas levei em consideração que aquilo é um micro universo, e foi, tanto quanto possível, bem explorado.

A dificuldade em assumir-se na íntegra, a necessidade de aceitação leva mesmo, à prática do bullying e ao acobertamento.

Se a série pode levar ao suicídio? Qualquer "ponto" pode levar ao suicídio, um suicida! O que recomendo é parcimônia, é conversa, muito diálogo... acho que o que salva muitas pessoas desse mundo que pode ser tão cruel é o amor e o diálogo. Colocar pra fora é catártico!

"No fim do 13º e último episódio, a Netflix exibe um documentário de 30 minutos com atores, produtores e psiquiatras alertando sobre os perigos e impactos psicológicos dos temas retratados na série. Também traz um link (13reasonswhy.info) no qual jovens que enfrentam problemas semelhantes podem buscar ajuda — no Brasil, os contatos do Centro de Valorização da Vida, o CVV, estão disponíveis. Além disso, no começo dos episódios com conteúdo de violência ou abuso sexual, uma mensagem é exibida recomendando a discrição do espectador."  O Globo - sessão Cultura.


A série, na minha opinião vale a pena e deve ser assistida. 

Pelo tema, eu daria 5 estrelas, pelo "mi-mi-mi" adolescente, daria 3, pela atuação dos atores, daria 4... somando e dividindo, decidi que minhas estrelas não importam nessa resenha. Somos tão diferentes que não seria justo eu representar os "meus olhos" de quarentona numa série que, num primeiro momento foi deita para pessoas que estão em torno dos 18 anos de idade.

beijos, me liga!



12 comentários:

  1. Olá, a série tem como objetivo chamar a atenção para esses problemas e justamente por isso TODOS os aspectos devem ser abordados, para que os espectadores tenham varias perspectivas dos assuntos. Beijos.

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  2. Oi Telma, comecei a ver a série logo na manhã que lançou e confesso que me prendi de cara e no dia seguinte já tinha acabado. Foi uma narrativa que me chocou em alguns momentos, me fez julgar o sofrimento da Hannah e, acima de tudo, me fez pensar.
    No momento me vejo saindo da adolescência e, na minha limitada visão de 19 anos, parece que hoje tudo consegue adquirir dimensões monumentais na cabeça dos jovens, sinto que a socialização excessiva a que são expostos os tornam mais vulneráveis, você precisa tanto expor sua vida pra o outro que esquece de vivê-la de uma forma que te faça bem. O que penso muitas vezes é que as próprias pessoas não sabem os limites que querem para suas atitudes, fazem sem pensar por uma necessidade de visibilidade, incomoda não ser notado na multidão.
    Acho que o maior problema dos jovens com o bullying é não saberem quem são e o valor de sua vidas, a personalidade não formada e o medo do isolamento leva psicológicos mais frágeis ao limite. As consequências são diferentes agora pela proporção que um ato de agressão desses pode atingir, uma coisa era ser xingado numa sala com colegas de classe que você odiava, outra é hoje ver mentiras e detalhes de sua vida expostos em várias esferas de intimidade, como redes sociais.
    Eu sofri bullying durante parte de minha vida e sei que a maior diferença foi a presença de alguém para me ouvir, minha mãe, e um pouco da minha personalidade forte que não ouvia nada calada. Mas, quantos não tem um porquê para viver? Foi nesse ponto que mais gostei da série, ela foi forte em algumas cenas mas me fez pensar como cada atitude que considero boba pode acabar com a vida de alguém.
    Concordo plenamente com sua opinião, qualquer ponto leva um suicida ao suicídio. Não adianta querermos que uma serie aborde questões mais sérias e não mostre nada chocante. Em alguns momentos precisamos de programas mais "reais" para sair da mera ideia abstrata dos atos. Já ouvi diversas vezes a expressão cortar os pulsos sem nunca pensar no sofrimento literal que é. Queremos só entretenimento na televisão (ou internet no caso), contudo precisamos lembrar que a vida está acontecendo e ela pode ser extremamente amarga. Realmente desejo que muitos jovens assistam de forma reflexiva (sem serem levados por meras "modinhas") e pensem no seu próprio valor e no do próximo.
    Beijinhos e adorei a resenha :D!

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    1. Jade,
      Seu comentário me deixou boquiaberta!!!! Sua visão dos fatos me deixou cheia de admiração! Quisera eu, muito mais visões como a sua, perambulassem pela cidade!
      Concordei com cada linha ... entendo o fato de vc ter visto de uma vez só (como aconteceu com muitas pessoas) e entendo o fato de ter sido moroso em alguns pontos pra mim.
      Sobretudo, concordo que, por vezes o "cor de rosa" não cabe e essa série é um exemplo disso. Os tons de cinza, preto e branco, púrpura e vermelho escuro estão gritando a cada capítulo.
      Muitos beijos.
      AMEI seu comentário! =D7

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  3. Telma, é interessante e necessário as mídias abordaremos este tema.
    Mas eu tô sem paciência com séries adolescentes rs.

    Hug

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    1. Desde quando você tem paciência para séries adolescentes. Nunca teve.... hauhauhauhauhauauhau :))
      Realmente esses temas foram bem abordados pela série e seria muito interessante que as pessoas assistissem de coração aberto e mente pronta para assimilar.
      beijocas, coisa rica!

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    2. Meu coração tá fechado pra esta série rs.

      Hug :D

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    3. :)) :)) :)) Eu sei, sua ruim!!! :))

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  4. Telma!
    Como você gosto muito dos assuntos relacionados a psicologia e como bullyind, depressão e suicídio estão intrinsicamente correlacionados ao lado emocional das pessoas, tenho a maior curiosidade, tanto para ler o livro como para ver a série, embora não tenha assinatura na Netflix.
    Acho muito importante prestarmos mais atenção nas pessoas que nos rodeiam, porque elas emitem sinais constantes de suas 'doenças' e pedido de ajuda, porém como andamos em um mundo tão egoísta, onde só conseguimos enxergar 'nosso umbigo', tudo passa despercebido.
    Acho importante os livros e filmes com o tema porque podemos discutir mais amplamente.
    “A sabedoria começa na reflexão.” (Sócrates)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP COMENTARISTA ABRIL especial de aniversário, serão 6 ganhadores, não fique de fora!

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    1. Eu gosto demais da sua maneira de pensar, Rudy e ia adorar ser sua vizinha. Acho que teríamos tanto pra trocar!
      Você está corretíssima! Ah! Se existissem mais pessoas como você!
      beijos muitos
      :)

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  5. Olá.
    Sim, são assuntos polêmicos e importantes, que devem ser tratados e refletidos de uma forma clara, principalmente para o público jovem.
    Eu, sinceramente, não pretendo assistir a série e nem ler o livro. Mesmo porque, nos meus 41 anos de vida, já tenho meu pensamento formado. Mas, para as pessoas que gostam desses temas e que necessitam de um pouco mais de conhecimento, com certeza deve passar uma mensagem interessante.
    Sua crítica ficou ótima.
    Beijos.

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